
No começo era só um encontro de retirantes nordestinos vindos morar no Rio de Janeiro que cantavam e comiam quitutes da terra natal pra matar as saudades. Não podia faltar o forró, o cordel, o repente, o girimum e a macaxeira, cultura do nordeste em forma de música, poesia e gastronomia. O local era o mesmo de hoje, São Cristóvão, zona norte da cidade. Só que tudo era feito de forma improvisada. Pelas calçadas do Campo de São Cristóvão as barracas de comida, artesanato, música e tudo que tivesse haver com o Nordeste se misturavam do jeito que dava. A animação era tanta que a Feira começava no sábado de manhã e só terminava domingo à noite, aliás, horário que continua até hoje. Cariocas e outros “forasteiros” começaram a freqüentar a festa que acabou ganhando em 2003 um espaço mais organizado, no mesmo local, só que dentro do Campo de São Cristóvão. Agora tem barracas de alvenaria, 2 palcos para shows, restaurantes com ar condicionado, mas a animação, ‘ô xente’, essa é a mesma de sempre!